Em outubro do ano passado, todo brasileiro pôde assistir, pelas emissoras de televisão, as imagens criminosas do MST derrubando 12.000 pés de laranja produzindo, na fazenda do grupo Cutrale, líder mundial na produção de suco de laranja e um dos maiores exportadores do país.
Na semana passada, a Justiça emitiu vinte ordens de prisão contra os líderes do grupo. Após cumprir parte da ordem, a polícia mostrou um vídeo, apreendido na casa do chefe local do MST, Miguel Serpa, onde o mesmo aparece, momentos antes da invasão, incitando seus comparsas: "Viemos aqui para, no mínimo, dar prejuízo".
Como presidente da Cocafi, uma cooperativa de prestação de serviços aos assentados da região de Iaras, município onde se localiza a fazenda invadida, Serpa assinou junto ao INCRA, no ano de 2007, um convênio no valor de R$ 13,4 milhões, mostrado esta semana pelo Jornal Nacional.
O compromisso era explorar a madeira e, com o dinheiro arrecadado, realizar melhorias no assentamento, sendo que, de acordo com os assentados, nada foi feito. Agora, Serpa responde na Justiça por desvios de recursos obtidos com a venda de madeira do INCRA, numa operação cujo prejuízo aos cofres públicos foi calculado em R$ 4 milhões.
Em outro vídeo, o ex-prefeito de Iaras, Edson Xavier, do PT, e a esposa de Serpa, vereadora também do PT, chamada Rose MST, aparecem dizendo aos invasores o que eles deveriam fazer para destruir as lavouras e os equipamentos.
Após toda essa bandidagem, leio agora um manifesto da Comissão Pastoral da Terra, CPT, órgão da Igreja Católica que patrocina invasões de terra, criticando a "espetacularização" das prisões desses bandidos.
(...) Nos últimos anos, a Igreja Católica vem se envolvendo cada vez mais em assuntos distintos daqueles para o qual foi criada, a evangelização, tornando-se uma das maiores, ou a maior incentivadora das invasões de terras, tanto por sem-terras através da CPT, como por índios através do CIMI.
(...)A Igreja comparou, no manifesto, a gravidade dos que destroem "alguns" pés de laranja com a dos que assaltam os cofres públicos, para se referir ao tratamento utilizado pela polícia. Não é necessário haver comparação, pois, assim como os assaltantes do patrimônio público, os invasores, destruidores e ladrões de propriedades rurais, de casas, de veículos, ou os traficantes dos morros cariocas, são TODOS BANDIDOS, TANTO QUANTO OS PADRES PEDÓFILOS.
A CPT, o CIMI, o MST e o PT ainda não promoverem nenhuma manifestação em favor dos que já foram roubados, humilhados ou morreram nessas invasões. (...)Se estas entidades querem falar sobre Direitos Humanos, vamos falar sobre o direito de todos, e não só sobre o dos "companheiros" envolvidos na luta pela mudança do regime político no país (...)
*João Bosco Leal é brasileiro, produtor rural e contrário a movimentos em favor de bandidos legalizados. (Este texto não foi publicado integralmente por falta de espaço.).
Fonte: João Bosco Leal*